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Matriz e formatos

DST, PES ou JEF: qual formato de matriz de bordado usar em cada máquina?

Equipe Meus BordadosPublicado em 7 min de leitura

A regra prática é simples: PES para Brother e Baby Lock, JEF para Janome e Elna, DST para Tajima, Barudan e a maioria das máquinas industriais.

Os três guardam a mesma coisa essencial (a sequência de pontos), mas diferem no que vai junto: o DST não grava as cores da linha, enquanto PES e JEF gravam cores e informações do bastidor.

Se a sua máquina aceita mais de um formato, prefira o formato nativo da marca; o DST é o "coringa" quando nada mais funciona.

O que é uma matriz de bordado e o que o arquivo guarda?

No Brasil chamamos de matriz o arquivo que a máquina de bordar lê. Em inglês o nome é embroidery file ou design; em espanhol, matriz ou ponchado. Seja qual for o nome, por dentro o arquivo é uma lista de instruções: para onde a agulha vai (em passos de 0,1 mm), onde a máquina pula sem bordar, onde corta a linha e onde para para trocar de cor.

Isso explica por que uma matriz não é como uma imagem. Uma foto você aumenta e diminui à vontade; uma matriz tem um número fixo de pontos, pensado para um tamanho. Por isso, ao redimensionar uma matriz pronta em mais de 10% a 20%, a densidade muda junto e o bordado pode ficar ralo ou duro demais.

Existem dois tipos de arquivo no mundo do bordado computadorizado:

  • Arquivos de máquina (DST, PES, JEF, EXP, VP3, XXX…): só pontos. É o que vai para o pen drive.
  • Arquivos de projeto (.bordado no Meus Bordados, .EMB no Wilcom, .BE no Embrilliance, .PXF no Pulse): guardam textos, fontes, formas e ajustes, tudo editável. É deles que você gera o arquivo de máquina.

Guarde sempre o arquivo de projeto. Quando a cliente pedir o mesmo nome em outro tamanho, você muda a altura da letra e exporta de novo, em vez de esticar pontos prontos.

Qual formato cada marca de máquina lê?

A tabela abaixo resume o formato nativo das marcas mais comuns no Brasil. Muitas máquinas leem mais de um formato (várias Brother domésticas também abrem DST, por exemplo), mas o nativo é o que traz todas as informações.

Formatos nativos por marca. Confira sempre o manual do seu modelo: a lista de formatos aceitos muda de um modelo para outro.
MarcaFormato nativoGuarda cores?Observações
Brother, Baby LockPES (e PEC)SimModelos antigos podem não ler versões novas do PES; muitos também leem DST.
Janome, Elna, KenmoreJEF (JEF+ em alguns modelos)SimO arquivo informa o bastidor; a máquina avisa se o desenho não cabe.
Tajima, Barudan, SWF, Ricoma, Happy e industriais em geralDSTNãoSó pontos e paradas de troca; a cor é escolhida na máquina.
Bernina, MelcoEXP (Bernina também usa ART)Não (EXP)Formato simples, parecido com o DST.
Husqvarna Viking, PfaffVP3, VIP, HUS, PCSSimFamílias de formatos da mesma empresa.
Singer (Futura)XXXSimMenos comum em ateliês.

Dica: No Meus Bordados, o painel Bastidor já traz os bastidores de Brother, Baby Lock, Brother PR, Janome, Elna, Tajima e Barudan. Escolha o seu antes de exportar para saber se o desenho cabe. Veja Tamanho, posição e bastidor.

DST: o formato das máquinas industriais

O DST nasceu com a Tajima e virou o padrão de fato da indústria. Cada ponto ocupa 3 bytes e o deslocamento máximo por registro é de 12,1 mm; deslocamentos maiores são divididos em saltos. O cabeçalho de 512 bytes guarda o nome do desenho, o total de pontos, o número de trocas de cor e os limites do desenho.

O que o DST não guarda é a cor da linha. Ele registra apenas "pare aqui para trocar". Por isso, ao mandar um DST para um bordador terceirizado, envie junto uma imagem com a sequência de cores (uma exportação em SVG ou um print do visualizador resolve).

Pontos fortes: é aceito por praticamente tudo, é pequeno e não tem versões incompatíveis. Pontos fracos: sem cores e sem informação de bastidor.

PES: o formato da Brother e da Baby Lock

O PES é o formato das máquinas domésticas mais vendidas no Brasil. Ele guarda os pontos, as cores (usando a paleta de linhas da Brother) e, nas versões mais novas, informações sobre o tamanho do bastidor. Dentro do PES existe uma seção chamada PEC, que é a parte que a máquina realmente lê; alguns programas exportam o .PEC separado.

O detalhe que mais causa dor de cabeça são as versões: o PES já passou da versão 1 à 10. Uma máquina antiga pode recusar um arquivo salvo em versão recente, mostrando erro ao abrir. Se isso acontecer, exporte de novo em uma versão mais antiga ou, como alternativa, teste o DST, que muitas Brother também leem.

JEF: o formato da Janome e da Elna

O JEF grava pontos, cores (paleta Janome) e o código do bastidor para o qual o desenho foi feito. É esse código que faz a máquina avisar "desenho grande demais" ou pedir o bastidor certo, mesmo quando o bordado caberia na área máxima.

Alguns modelos mais novos da linha Memory Craft usam o JEF+, uma extensão com mais informações; as máquinas que leem JEF+ continuam lendo JEF comum. Modelos antigos da Janome usavam o .SEW.

Atenção: Ao exportar JEF, escolha no programa o bastidor compatível com a sua Janome. Um desenho de 90 × 90 mm exportado com o bastidor errado pode ser recusado pela máquina, mesmo cabendo no campo de bordado.

Como converter PES para DST (e vice-versa) sem estragar a matriz?

Converter entre formatos de máquina é seguro: o programa lê a lista de pontos e grava a mesma lista em outro formato. O que pode se perder são as informações extras: ao passar de PES ou JEF para DST, as cores vão embora (ficam só as paradas); no caminho contrário, o programa atribui cores padrão que você precisa revisar.

O passo a passo é o mesmo em qualquer programa:

  1. Abra o arquivo original (o visualizador do Meus Bordados abre DST, PES e JEF direto no navegador, sem enviar o arquivo para lugar nenhum).
  2. Confira o tamanho em milímetros, o número de pontos e a ordem das cores. Se for DST, defina as cores de cada parada.
  3. Não redimensione mais do que 10% a 20%. Se precisar de outro tamanho, volte ao arquivo de projeto e gere de novo.
  4. Escolha o formato de destino e salve. Dê um nome curto, sem acento (algumas máquinas não mostram caracteres especiais).
  5. Copie para o pen drive e faça um teste num retalho antes da peça definitiva.

Veja o passo a passo com telas em Visualizador: ver em 3D e converter arquivos e a página sobre formatos de bordado.

Qual formato escolher quando a máquina aceita vários?

  • Prefira o nativo da marca (PES na Brother, JEF na Janome). Ele leva cores e bastidor, e a tela da máquina mostra o desenho certinho.
  • Use DST quando for mandar para um terceiro, para uma máquina industrial ou quando o PES der erro de versão.
  • Mantenha o arquivo de projeto (.bordado, .EMB…) como original. Arquivo de máquina é cópia descartável: pode gerar quantas vezes quiser.
  • Nomeie com tamanho e formato: "ana-60mm.pes" evita confusão quando a mesma matriz existe em três versões.

Perguntas frequentes

Minha Brother lê DST?

Muitos modelos leem (PE800, PE535, SE600, SE1900, Innov-is e a linha PR, por exemplo), mas confira a lista de formatos no manual do seu modelo. Como o DST não traz cores, a máquina mostra o desenho em cores genéricas.

Posso só renomear o arquivo de .pes para .dst?

Não. A extensão não muda o conteúdo: a máquina vai tentar ler um PES como se fosse DST e dar erro. É preciso converter com um programa.

Por que a máquina diz que o arquivo está corrompido?

As causas mais comuns são versão do PES mais nova do que a máquina entende, nome de arquivo com acento ou muito longo, pen drive formatado de um jeito que a máquina não lê (use FAT32) ou um desenho maior que o bastidor.

Qual é o melhor formato para vender matrizes prontas?

Entregue um pacote com PES, JEF e DST, cada um gerado a partir do projeto original e com o nome indicando o tamanho. Assim atende Brother, Janome e industriais sem a cliente precisar converter.

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